O primeiro código de computador teceu flores, não números
Em 1804, Joseph-Marie Jacquard pendurou sobre seu tear uma corrente de cartões rígidos, cada um perfurado com furos. Os furos decidiam quais fios de urdidura se erguiam a cada passada da lançadeira, de modo que um trabalhador sem prática podia tecer retratos e brocados automaticamente. Charles Babbage tomou emprestado o cartão perfurado para sua Máquina Analítica, e Ada Lovelace escreveu que ele «tece padrões algébricos assim como o tear tece flores e folhas». O cartão perfurado fez os computadores funcionarem até os anos 1970 — nascido num tear.